Atendendo a pedidos, vou desenvolver meus estudos sobre as coisas do coração. Aliás, minha teoria anterior foi pro brejo, pois soube que já tinham chegado a essa conclusão antes de mim.
Ok, pra não falar mais de paixão, vou falar sobre o amor.
Introdução
Pra mim, o amor não existe, é uma invenção do Romantismo. Sim, o Romantismo, movimento literário e blá blá blá, em que havia um herói romântico, uma mocinha apaixonada e... o amor. Acho que só na literatura mesmo ele era possível. Acho que a gente confunde uma união de milhares de sentimentos e chama de amor.
Amor entre casais: sentimento inexistente
Pense comigo: se o amor existe, como pode acabar de uma hora para a outra? Me desculpe, mas o amor que eu aprendi vendo novela (uma espécie de e/involução do Romantismo) teria que ser diferente.
Ok, vamos tentar recomeçar mais didaticamente. Para entender a teoria, é preciso primeiro entender a concepção de amor. Aqui eu vou considerar que amor é um sentimento verdadeiro, eterno, incondicional. E esse tipo de amor realmente existe, mas é o amor fraterno (de mãe para filho, por exemplo). Entre namorados (casados, amantes, ficantes etc.), desculpe, mas é raríssimo, podendo ser considerado estatisticamente inexistente.
Eu acho que entre os casais, o que as pessoas chamam de amor não é amor. Existem sentimentos, é claro, não sou burra! As pessoas realmente se gostam muito, mas se iludem de achar que vai ser eterno. Eu sei que quando a gente está muito apaixonado a gente acredita que vai durar para sempre, que a pessoa é especialmente especial (com pleonasmos, hipérboles e tudo mais), mas cá entre nós, isso geralmente passa. A gente simplesmente mistura sentimentos que, com sorte, aparecem todos juntos, como paixão, carinho, afeto, posse, apego, tesão, ciúme, acomodação, intimidade, e chama a mistura de amor. Mas não é esse sentimento que existe de verdade. A existência do amor é uma ilusão! Se fosse amor, não acabaria e ponto! Já a mistura de sentimentos vai se desfazendo aos poucos, acabando um após o outro, em ordens diferentes, dependendo da relação.
Aliás, daí vem outro possível erro: os sentimentos vão acabando um a um, mas as pessoas geralmente tentam manter o relacionamento por causa dessa ilusão do amor, muitas vezes esperando acabar o último sentimento que restar pra perceber que não vai dar certo. O problema é que enquanto isso vão surgindo vários problemas desgastantes decorrentes da perda, porque geralmente entre um casal os sentimentos que vão sendo perdidos são diferentes para cada um. Aí um exige do outro aquele sentimento que ainda não perdeu e vice-versa. E o pior: é comum ser cometido outro erro imperdoável, que é a traição. [Mas para resolver esse problema eu tenho uma solução, que é o relacionamento aberto, sincero e mutuamente compreensivo (mas não sei se é bem uma solução, porque sei que é difícil encontrar pessoas que, como eu, estão dispostas a ser assim).] Agora, fale para mim se isso não é ruim?
Mas eu não acho errado se apaixonar, se entregar, namorar... talvez casar eu tenha minhas resistências, mas como existe o divórcio...
Sim! Eu acho que todos os relacionamentos estão fadados a sucumbir um dia. É triste, pessimista, mas eu acho. E acho ruim pessoas que insistem numa relação desgastada, mas concordo que em alguns momentos ela pode ser vantajosa. Por exemplo, um casal que já está acomodado e velho pode querer continuar junto porque as chances de conseguir outro relacionamento com mais sentimentos que o atual são mínimas. Mas se alguma das partes ainda acreditar que pode achar alguém por quem sinta um pouquinho a mais, por que não? Cabe a cada um pesar o custo/benefício, analisar quanta boa vontade vai ter pra trocar o certo pelo duvidoso e decidir.
Conclusão
Mas como uma boa teoria que se preze tem que ter o máximo de argumentos possíveis para não ser contestada, vou admitir: eu sei que se eu me apaixonar pra valer de novo, um dia, vou dizer que amo. Isso porque até explicar tudo isso daria muito trabalho e, afinal, qual seria a graça?
Beijinhos carinhosos a todos!
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