30 de ago. de 2004

Sim, eu postei!
Quanto mais tempo fico sem postar, mais preguiça dá de postar de novo, porque faz lembrar a quantidade imensa de coisas que aconteceram desde a última vez... Eu tinha pensado em fazer uma retrospectiva de tudo que houve durante minha ausência (desde meu lamentável acidente de carro até minhas novas conquistas no teatro), mas deduzi que as pessoas que realmente não desistiram de acessar meu blog já estão por dentro de tudo. Enfim...
Um dia desses eu tava mexendo nuns e-mails que estão guardados no meu outlook e encontrei umas coisas interessantes... eu enviei há uns dois anos um e-mail para uma amiga e nele descrevi vários aspectos da minha personalidade, justificando minha atitude diante de alguma situação que aconteceu na época, que eu confesso que não lembro exatamente qual foi. Bom, mas o que importa é que lendo esse e-mail eu realmente me senti lendo um texto escrito por outra pessoa... ou me senti no lugar de outra pessoa que lê o que eu estou dizendo, se é que me entende. No dia eu estava "tão inspirada" que pude discorrer sobre coisas que hoje eu já não lembrava que pensava; como se minha personalidade fosse uma matéria que cai no vestibular e eu tivesse feito uma revisão dos tópicos difíceis aprendidos faz tempo.
Ok, ok... vou postar um trechinhozão:

(...) E eu sei que muitas vezes sou indelicada demais em
conseqüência do meu jeito muito espontâneo e sincero, e que isso acaba magoando
muita gente. Mas isso é um defeito meu, e não é exclusividade sua ser vítima
disso, não mesmo! Há um bom tempo que sofro por ser assim e vivo me
controlando pra evitar que isso se torne excessivo e prejudicial... mas às
vezes não dá certo mesmo.
Mas é que me irrito com muita hipocrisia do
mundo, a falsidade de tanta gente, de tantas situações... acho que muita coisa
nas atitudes das pessoas tinha que ser diferente. Odeio ter que ser boazinha
quando não quero ser, odeio sorrisos falsos e interesseiros, mecânicos, na
verdade, de algumas pessoas. Não quero que ninguém seja legal comigo por força
das circunstâncias, não quero amizades de mentira. Sempre fui de poucos amigos,
acho que por isso mesmo. Geralmente as pessoas que convivem comigo e de quem
quero uma maior aproximação são porque me identifiquei com elas, porque pude ser
eu mesma, porque pude conhecer a pessoa um pouquinho melhor, e nunca porque faz
parte da mesma galera e dane-se. Não consigo fingir ser o que não sou... pelo
menos não por muito tempo. (...) Odeio a incompreensão de algumas pessoas, a
insensibilidade. Eu costumo brincar dizendo que sou a pessoa mais compreensiva
que conheço, um pouco por seguir sempre esse lema de não julgar
ninguém. Não gosto quando me falam que eu não emagreço porque não quero, que é
fácil, é só parar de comer, enfim... quando menosprezam a minha dificuldade
(estou dando esse exemplo, porque é uma coisa que me incomoda muito, e
que eu sei que depende só de mim). Odeio!!! Ninguém está na minha pele pra
saber como é, não quero conselhos nesse sentido, porque acho que não há nada
sobre esse assunto que ainda me falte escutar e que eu mesma não repita sempre.
Ao mesmo tempo, não quero me fazer de vítima e dizer que os outros é que não me
entendem... simplesmente cada um se afoga nos seus problemas. E se é pra dar uma
opinião, que seja construtiva. (...) Eu acho que é bom ser discreta, como você
é... é positivo se poupar, claro. Mas ao mesmo tempo penso que se todos se
pouparem, muitas coisas nunca se tornarão normais e aceitáveis, como devem ser.
Por isso digo que quis fazer a minha parte. E esse meu jeito meio grosso às
vezes, que magoa as pessoas, é uma forma de defender algo que acho que deveria
ser cada vez mais normal... cada um tem suas idéias, e acho que nós mesmos
poderíamos ser mais compreensíveis. Não adianta nada eu querer falar o que
quero, se quando alguém vier falar o que quer, eu me desagradar. Aquele negócio
de quem fala o que quer escuta o que não quer. Eu não quero que seja assim, e
por isso tento ser compreensiva. E por isso te disse que dificilmente fico brava
de verdade com alguém. Porque pra mim todo mundo deveria ser mais espontâneo,
mas ao mesmo tempo não ficar com frescurinha... ser mais compreensivo. Por isso também
fico muito puta quando fico sabendo depois de um século que fulano tava magoado
comigo e eu não sabia. Primeiro pelo micão de eu não saber e continuar agindo
naturalmente, e segundo pela pessoa não ter me contado, sendo que procuro ser
compreensiva e não julgar, blá blá blá... (...)

Ehh!!! Se eu ganhasse um real pra cada "compreensiva" que escrevi, estaria rica! Puxa vida... eu queria lembrar o que aconteceu pra eu ter dito isso tudo. Acho que eu devo ter sido muito estúpida mesmo com minha amiga, não? E ela deve ter sido muito falsa também... e provavelmente eu só fiquei sabendo que ela ficou brava muito tempo depois...
Bom, parei. Até mais!

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