Bem, eu decididamente não quero que meu blog morra, então preciso alimentá-lo. Estava aqui pensando e notei uma certa semelhança entre ele e minha cachorra, a Dhara... tipo... eu gosto dela(e), mas sou negligente, não cuido, não faço carinho, não dou comida, só lembro de dar atenção de vez em quando... e ela(e) continua lá, sempre presente e com uma resposta acolhedora quando eu resolvo lembrar de visitar. Viu? Igualzinho! A diferença é que a Dhara tem uma babá que não a deixa morrer, antes que algum defensor dos animais se desespere de achar que a Dhara tá sofrendo demais. Minha mãe e seu namorado a adotaram lindamente e talvez hoje em dia ela nem me reconheça mais. Na verdade, não sei.
Mas meu blog não precisa de uma mãe adotiva, eu ainda estou aqui.
Eu estava pensando no que poderia fazer pra modificar a atual pasmaceira da minha vida. Pensei sem limites, cogitei a possibilidade de mudar de vida totalmente. Calma, só pensei por pensar, não pensei no sentido de ter a intenção de, se é que me entende. Aí vi que mesmo que eu mudasse tudo, vejamos... eu prestasse faculdade no interior, fosse morar sozinha, trabalhando de dia e estudando à noite, por exemplo, num curso de... Fisioterapia. Mesmo assim, a minha essência seria a mesma. As lembranças continuariam, e são elas que estão machucando mais, doendo mais. E num momento raro da minha vida o indesejado está acontecendo: a felicidade dos outros está incomodando. Será que além de tudo estou me tornando uma pessoa pior? Pior por fora eu sei que estou, mas por dentro? Estou me tornando amarga e invejosa? Bom, prefiro acreditar que não, porque ainda sinto, mesmo inexplicavelmente, orgulho por ser quem sou. Não posso perder isso, né?
Tá bom, não vou perder. E acabei de arrumar um pretexto pra dizer que não posso fazer nada e assim me redimir de minha culpa, podento até me fazer de vítima e tentar chamar a atenção dos outros, que na verdade não estão nem percebendo que preciso de ajuda, se é que preciso, mas que quero achar que preciso, não sei por que também, mas tudo bem. Quem precisa de analista, não? Bye!
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