Vou escrever pra ver se passa um pouquinho da minha ansiedade...
Eu e essa minha maldita ansiedade. Se tem uma coisa da qual não consigo me separar é dela... eu fico ansiosa por ser tão ansiosa! Bem que minha mãe dizia, desde que eu era pequenininha, que eu sempre queria as coisas na hora em que decidisse. Eu não sei esperar. Mais um motivo pra eu não querer ter filhos...
E pra variar, cá estou eu de novo me dando conta de como as coisas podem mudar de repente. A gente não sabe mesmo de nada nessa vida! Não é apenas aconselhável, é imprescindível a gente aprender a não se apegar às coisas. Acho que essa deve ser a maior lição de todas que a gente tem que tirar da vida, se é que a gente tem que tirar alguma... Não faz sentido? É aquela velha história da gente só ter certeza de que vai morrer um dia. Já se deu conta do quanto é doido a gente saber que não pode se apegar nem mesmo à própria vida, a única coisa que está presente 24 horas por dia? Essa é a melhor prova de que tudo, tudo é passageiro. Nada, nada que a minha mente ansiosa espera tanto importa o mesmo tanto! Afe... eu preciso acreditar no que estou escrevendo, preciso!
Eu sou cética, não sei de onde vim nem pra onde vou. Eu acredito em signos por conclusões empíricas, senão não acreditaria também. Mas também acho que não sou ninguém pra duvidar, sei lá... acredito que as coisas não acontecem por acaso. Não sei quem poderia estar nos "testando", mas de alguma forma acontecem coisas bizarríssimas na nossa vida que só podem servir pra fazer a gente pensar.
Poxa... eu acho que sou uma pessoa prática, esclarecida, vacinada contra várias coisas... mas continuo sendo emotiva, óbvio. Eu simplesmente sinto, não dá pra evitar! Não que eu não saiba lidar com o que sinto... acho que é aí que me dou bem. Mas eu sinto, intensamente! E por isso eu me controlo, pra manter o equilíbrio. O excesso de sentimentos muitas vezes cega a gente. Às vezes é até entorpecente, faz a gente ter verdadeiras alucinações, ver coisas onde não existem.
E por pensar tanto, acho que não sou uma pessoa vazia... e não gosto de pessoas vazias. E adoro quando sinto que tenho afinidade com alguém! Eu escrevi um post todinho sobre isso há algum tempo... eu sempre soube que a afinidade é ultramegahipersuperafrodisíaca pra mim. Eu nem sei descrever o que é preciso pra configurar a afinidade, mas é incrível como eu tenho um alarme interno que nunca erra ao avisar que ela existe. E isso acontece com pessoas de todos os tipos, não tem um padrão não...
Por exemplo, nessa sexta-feira eu tive esfregado na minha cara um ótimo exemplo disso. Duas pessoas tão absurdamente diferentes, mas com as quais tenho muuuuuuuuuita afinidade, apareceram nesse dia pra abrir meus olhos. Gosto de ambas? Sim, muito! Elas me deixam feliz? Sim, muito! Sempre? Não, quase nunca!!! Na maior parte do tempo só tenho dor de cabeça, viu?
Será que é mais importante a união da lealdade com a ética e a confiança, ou a do carinho com a lábia e a ternura do olhar? Eu sou tão sincera e preciso tanto ver sinceridade nas pessoas! Senão não me sinto segura. Preciso confiar... mas como é difícil confiar sem sentir reciprocidade! Que necessidade que eu tenho de dividir os sentimentos; de me abrir e ouvir, me aproximar... Mas também não adianta poder fazer tudo isso, mas logo depois ter o tapete puxado e cair de bunda!
Mas também, o que estou dizendo? Eu não tenho que escolher nada! Só estou tentando organizar o que é por natureza caótico. Paciência se essa tentativa me fizer tomar decisões precipitadas ou tardias demais... Não vou cansar de tirar lições disso. Ainda estou praticando a arte do desapego.
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