5 de jun. de 2005

Nossa, é mesmo! Eu tenho um blog de novo!!!
Mas tudo bem, porque só o que eu preciso agora é de tempo nessa vida! E postar não fica fora desses compromissos deixados pra segundo plano... junto com fazer trabalhos da facu, arrumar minhas coisas, lavar a louça, acordar cedo e todas essas coisas que a gente não precisa fazer. Errr... acho que preciso rever minhas prioridades.
Ok, ok.
Agora que sou dona de casa, de tempos em tempos vou até a casa da minha mãe com minha muda de roupas sujas para lavar na máquina, que eu não sou boba nem nada. Isso geralmente acontece aos domingos - à noite, porque fico enrolando o dia inteiro com preguiça de sair de casa. Hoje ia ser um desses domingos, se não fosse o meu pai ligar de manhã me chamando pra passar o dia com ele: "Você vai lavar roupa? Vem lavar aqui em casa!" Estou falando isso porque meu pai é ótimo em contar histórias, eu deliro de ouvir ele relatar suas experiências das épocas em que ele trabalhava em empresas como Cobra, Digitec ou Olivetti. Hoje, enquanto almoçávamos, pedi que me contasse alguma loucura que ele fizesse, porque suas histórias sempre são inocentes. Ele disse que o máximo que fazia era ir, quando tinha uns 17 anos, no autódromo de Interlagos para ver corridas e pulava o muro pra não pagar ingresso. Disse que uma vez ele teve o maior trabalho pra pular o muro, mas quando conseguiu, viu vindo uma cavalaria pra pegá-lo. A volta foi muito mais rápida e fácil! Nesse mesmo dia, sem saída, ele comprou um ingresso porque a corrida já ia começar. Só que quando ele foi entrar, tinha dois caras pra pegar os bilhetes; ele fez que ia em um, mas na hora acabou indo no outro, um achou que ele tivesse entregue o ingresso pra um e vice-versa e quando viu tinha entrado sem entregar o ingresso pra ninguém. O que ele fez? Foi até o muro, jogou uma lorota pra alguém que estava na fila do lado de fora e vendeu pelo mesmo preço que havia pago. Que beleza!!!
Ele contou também que na época não havia refrigerante e cerveja em lata, era tudo vasilhame de vidro retornável. Quando as pessoas iam ao autódromo (no caso, mas isso valia pra outros eventos, imagino), elas compravam refrigerantes nas barraquinhas e pagavam mais caro pelo vasilhame. Quando acabassem, era só voltar com o vasilhame vazio e o dinheiro da diferença era devolvido. Claro que entre todos os consumidores de refrigerante, muitos acabavam deixando os vasilhames jogados por lá e iam embora. Imagino que essa tenha sido a origem dos atuais catadores de latinha. Moral da história: além de pular o muro e assistir às corridas de graça, meu pai ainda catava vasilhames jogados no final e recuperava um dinheirinho.
Não é uma boa história? Então boa noite, crianças! Vou assistir a um filme xis agora.

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